Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro.
Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou.
Havia desenvolvido mecanismos de autocontrole, de modo a moderar acessos de riso excepcionalmente inconvenientes e a impor rígidos limites à minha irritabilidade. Eu evitava situações que poderiam, de outro modo, desengatar ou emaranhar minha fiação hipersensível; e aprendi a fingir que estava prestando atenção ou acompanhando um raciocínio lógico quando minha cabeça estava longe perseguindo borboletas em mil direções.